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Valdina Pinto

No candomblé desde o tempo em que todos se respeitavam

O currículo de Valdina Pinto explica por que esta baiana de 66 anos é referência para as comunidades negras de Salvador. Educadora do bloco afro Ilê Aiyê, ela é reconhecida como mestra nos ambientes intelectuais nacionais e internacionais pela articulação entre a prática e a teoria da sabedoria bantu e membro do Conselho Estadual de Cultura da Bahia e do Fórum Cultural Mundial.

Em sua estreia no blog, a makota do Terreiro Tanuri Junsara, da nação de Angola - que costuma dizer que não quer ser tolerada, mas respeitada em sua crença - fala sobre os ataques ao candomblé e afirma que, por trás deles, haveria preconceito racial, questões políticas e econômicas. Confira a seguir:

Entrevista:

Há quanto tempo a senhora faz parte do candomblé?
Eu estou com 66 anos e entrei para o candomblé mesmo em 1975, mas desde minha infância que eu vivo às voltas com o candomblé, porque a minha mãe era do candomblé e eu cresci nesse ambiente. Aqui no bairro onde nasci e vivo até hoje naquele tempo havia muitos terreiros, das mais variadas nações. Depois que chegaram as outras igrejas: católica, adventista, batista, testemunha de Jeová. Mas não tinha essa falta de respeito que a gente vê hoje, as pessoas se respeitavam. A sociedade brasileira ainda é muito preconceituosa, discrimina muito e acho também que isso é uma manifestação racista. Embora a nossa religião não seja só de negros, a crença vem de uma tradição negra.

Quando essa intolerância começa a ficar evidente?
Eu posso dizer que na década de 70, com o crescimento das religiões cristãs neo-pentecostais. A partir dessa época é que começam os ataques aos seguidores do candomblé.

E como é que os seguidores têm lutado contra esses ataques?
A gente tem procurado fazer manifestações, como caminhadas e campanhas, e buscar os direitos junto aos órgãos competentes, ao Ministério Público, para que o nosso direito de crença seja assegurado.

Seria uma minoria?
Eu não diria uma minoria não. Porque esses grupos têm crescido muito ultimamente, e muitas vezes eu fico sem saber até que ponto eles fazem esses ataques em nome mesmo da fé. Observo que por trás há uma questão política e econômica. Até do comércio do acará, chamado de acarajé, que sempre foi um comércio do povo do candomblé, ultimamente se apropriaram. Estão vendendo acarajé e dizendo que é bolinho de Jesus.

in http://extra.globo.com/geral/religiaoefe/valdinapinto/posts/2010/06/27/no-candomble-desde-tempo-em-que-todos-se-respeitavam-303372.asp

Praias perfeitas e muita badalação no Morro de São Paulo

O local tem tudo para garantir férias perfeitas: praias excelentes, muitas opções de restaurantes e uma agitada vida noturna.

Morro de São Paulo está localizado a 250 km sul de Salvador, na ilha de Tinharé.

Chega-se com voos que partem do aeroporto internacional Deputado Luís Eduardo Magalhães na capital da Bahia.

Mas há opções mais baratas, como o catamarão, ou as lanchas que realizam o percurso a partir do Mercado Modelo em Salvador.

As principais praias não têm nome, e sim números. A Primeira, mais bucólica, é frequentada principalmente pelos moradores locais e por surfistas. À direita, é possível avistar o Farol do Morro, onde uma tirolesa de 340 metros joga os mais aventureiros em direção à praia. Andando cinco minutos, chega-se à Segunda, epicentro da badalação de Morro do São Paulo. Abundam restaurantes, pousadas e barracas á beira-mar, e pela noite festas que atravessam a madrugada substituem o clima calmo de guarda-sóis e espreguiçadeiras. No final de tarde é recomendável assistir o por do sol a partir das Ruínas da Fortaleza do Tapirandu.

Seguindo, na Terceira praia ainda há restaurantes e pousadas, mas nada comparável com a anterior. Aqui, o destaque são as águas calmas e os bancos de corais perfeitos para nadar e mergulhar. Continuando em sentido contrário ao centro chega-se à Quarta, uma das praias mais bonitas do Brasil. São quatro quilômetros com piscinas naturais, coqueirais e o melhor: pouquíssimos turistas.

Para chegar na Quinta praia, chamada de Praia do Encanto, a trilha pode ficar difícil na maré alta. Por isso, pode se chegar de charrete na maré baixa ou simplesmente se hospedar por lá mesmo. Quem quiser conhecer ainda mais tem Guarapá, uma vila de pescadores famosa por suas piscinas naturais, e Gamboa, ideal para velejadores.

Mar, areia, sol, caminhadas. Isso induz a cama, certo? Não, tire no máximo um cochilo ao anoitecer.

Um dos seus destaques de Morro de São Paulo é justamente sua vida noturna. Além das citadas festas na Segunda praia, bares e boates no centro têm música ao vivo e DJ¿s.

Às quarta-feiras é a vez do Teatro do Morro receber os turistas baladeiros. Agora, se preferir algo mais calmo, a Vila possui comida caseira, restaurantes japonês, italianos e uma simpática feira de artesanato.

in http://vidaeestilo.terra.com.br/turismo/interna/0,,OI4494301-EI14045,00-Praias+perfeitas+e+muita+badalacao+no+Morro+de+Sao+Paulo.html

Hino Nacional Brasileiro com Olodum no Pelourinho



Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heroico o brado retumbante,
E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da Pátria nesse instante.

Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó Liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!

Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!

Brasil, um sonho intenso, um raio vívido,
De amor e de esperança à terra desce,
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece.

Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza.

Terra adorada
Entre outras mil
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!

Dos filhos deste solo
És mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!



Deitado eternamente em berço esplêndido,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!

Do que a terra mais garrida
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores,
"Nossos bosques têm mais vida",
"Nossa vida" no teu seio "mais amores". (*)

Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!

Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro dessa flâmula
- Paz no futuro e glória no passado.

Mas se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.

Terra adorada
Entre outras mil
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!

Dos filhos deste solo
És mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!

Asa Carnaval de Salvador 2010